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a alma das organizações

Oscar Motomura explica melhor esse conceito e detalha como esse fator pode interferir no desempenho da organização.

É essa a ideia – essa questão, digamos assim – de que as organizações têm alma ou se, na verdade, a alma da organização seria a somatória das almas das pessoas que nela trabalham, é uma questão bastante intrigante em um certo sentido porque como a empresa é, em tese, uma abstração, ela só adquire vida a partir das pessoas que estão lá. É a energia dessas pessoas que dá a energia que a organização precisa para sobreviver, para funcionar e tudo o mais.

Existe uma forma de responder a essa pergunta de que a alma de uma organização vem da significância de suas atividades e do impacto positivo que isso gera para a sociedade, para as pessoas, para os clientes, funcionários, para a sociedade em geral, ou seja, todos os stakeholders. Eu gosto dessa ideia porque, na medida em que a organização tem um objetivo nobre, sagrado, dizemos que essa organização tem alma, como um grupo de pessoas que faz um bem para a sociedade ou justifica a sua existência a partir do que faz. Eu gosto da ideia de que organizações que contribuem para a sociedade, atendendo às necessidades que a sociedade tem, serão eternas porque serão sempre úteis. Organizações que deixam de atender às necessidades da sociedade e estão sempre só em busca de maximização de benefícios para certos stakeholders, podem perder completamente a perspectiva de que organizações existem para atender necessidades da sociedade e, portanto, deixam de ser úteis e acabam declinando e morrendo.

Por outro lado, é interessante que, muitas vezes, nós podemos ter pessoas que trabalham nessas organizações e não sentem nada em relação ao propósito da organização. Nesse sentido, é como se nós tivéssemos um paradoxo: no papel temos um objetivo nobre, mas por causa de problemas na composição das pessoas que lá trabalham, existe um rebaixamento do nível de vibração da alma, digamos assim, porque algumas pessoas não estão lá para servir ao propósito da organização. Então, se olhamos a alma da empresa pela perspectiva do agregado de almas das pessoas que nela trabalham, existe algo que merece nossa grande atenção: muitas vezes, na busca de uma administração participativa, muitas organizações trabalham por média, ou seja, todo mundo participa e existe uma decisão que é a média daquilo que as pessoas pensam e querem. Mas se a composição das pessoas for muito heterogênea e nós tivermos uma quantidade de pessoas com baixo nível de consciência, é como se essa busca do agregado fosse rebaixada por causa da irregularidade da composição. Esse é um erro que muitas vezes as organizações acabam cometendo. Não capricham na seleção, acabam trazendo pessoas que não tem nada a ver com os valores e os propósitos da organização e essas pessoas rebaixam o nível de vibração da alma desse agregado.

Eu considero que existe uma responsabilidade muito grande dos líderes conscientes, líderes com elevado nível de consciência e que têm a enorme responsabilidade de fazer com que o agregado de almas da organização esteja sempre em elevação e não em rebaixamento. Nesse sentido, olhando pela perspectiva da alma da empresa ser um coletivo de almas, a recomendação que eu faria, aliás, o debate que eu provocaria é se o agregado de almas que nós temos em nossas organizações está no nível que nós gostaríamos. E mais uma vez aqui eu colocaria a enorme ênfase no processo de seleção das pessoas que virão trabalhar em nossas organizações.

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