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benchmarking

Nesta série de vídeos, Oscar Motomura apresenta 5 formas diferentes de fazer benchmarking e como isso pode potencializar a criatividade humana para resolver as equações impossíveis que temos ao nosso redor.

Olá pessoal tudo bem? Todo mundo em velocidade de cruzeiro, tudo indo muito suavemente na nossa vida pessoal e profissional? Diante de uma introdução dessas nós só podemos rir, não é? Tantos são os desafios que temos ao nosso redor... Mas todos esses desafios contêm a semente da nossa evolução.

Eu queria falar um pouco sobre como é que podemos resolver essas equações, como a criatividade pode ser potencializada para fazer com que consigamos gerar inovações radicais que vão à raiz dos problemas e, assim, conseguir resolver essas equações impossíveis que temos ao nosso redor. É como se olhássemos para a situação do país e disséssemos: "Não vai ser fácil sair dessa!". Ou até mesmo nas organizações ou nas instituições específicas, olhássemos e disséssemos: "É muito difícil encarar essas questões que temos à nossa frente”.

Como é que conseguimos fazer com que todos comecem a pensar de um jeito muito diferente para que essas equações sejam resolvidas? Benchmarking. Quando começamos a falar sobre referenciais que precisamos buscar, inclusive fora da nossa organização, percebemos que existem pelo menos cinco níveis diferentes de benchmarking. Embora entendamos o conceito de benchmarking e o achemos importante, poucos de nós estamos fazendo algo a respeito. Por exemplo, talvez a sua organização precise ter um setor só para isso: pesquisando o que há de melhor no mundo e pesquisando ideias que possam fazer com que a nossa criatividade seja alavancada significativamente, para que consigamos enfrentar essas equações impossíveis.

 

1. Benchmarking Direto

Há o benchmarking direto. Por exemplo, se somos do Senado, temos que imaginar onde é que o parlamento funciona de um jeito extraordinário. Onde temos parlamentares excepcionais? Isso vale para o Senado, isso vale para o Congresso, isso vale para qualquer assembleia que esteja em nome da população, tentando decidir em conjunto quais são os melhores caminhos para o país. Por outro lado, podemos ter outras instituições, podemos até ter empresas de vários ramos que estão tentando melhorar porque precisam. Se eu sou um hospital, vou ver o que está acontecendo nos melhores hospitais do mundo; se eu sou um banco, estou olhando o que os melhores bancos do mundo estão fazendo. Caso contrário, posso ficar superado ou obsoleto muito rapidamente em um mundo que está mudando em uma velocidade tão alta.

 

2. Benchmarking Cruzado ou Indireto

Vamos agora para outra modalidade de benchmarking, que é o benchmarking cruzado. É como se fosse um benchmarking indireto. Um exemplo interessante é um dos melhores hospitais pronto-socorro infantil da Inglaterra que, por precisar melhorar cada vez mais a velocidade com que as coisas são feitas já que uma fração de segundo pode fazer a diferença entre a vida e morte, está o tempo todo pesquisando como é possível aumentar a velocidade dentro do hospital. Quando eles perguntaram "em que setor da atividade humana uma fração de segundo faz diferença?", a pergunta fez todo mundo sair dos hospitais e ir, por exemplo, para a Fórmula 1. Foi o que aconteceu nesse hospital da Inglaterra que colocou na mesa essa questão e disse: "Talvez tenhamos algo a aprender, se formos ver o que acontece na Fórmula 1. Como é que eles conseguem mudar os pneus com tal velocidade na parada do pit stop?". Tem gente que fala "nossa, que legal, precisamos ver, precisamos ver…", e não vai. Mas nesse hospital, imaginem os médicos indo à Ferrari pedir um estágio e ficarem lá observando tudo o que se faz na Fórmula 1 para que eles possam trazer essas ideias para o hospital e fazer com que a velocidade fique até melhor do que já era.

Por exemplo, posso imaginar até um setor da Justiça que tem pilhas e pilhas e pilhas de processos. Olhamos a velocidade com que eles estão processando esse material, esses casos, e podemos achar que vai levar décadas para pegar a pilha atual, que continua a crescer, mas o que podemos fazer para conseguirmos, por exemplo, reduzir drasticamente a pilha de processos, mexer com backlog, e também assegurar que no dia a dia tudo isso aconteça da melhor forma possível, na velocidade que a sociedade merece? A pergunta é: "Em que setor esse tipo de pilha já foi resolvida?”. Esses são exemplos que nós temos ao nosso redor e para fazer isso precisamos ir atrás. Quais são os fatores que definem a excelência naquilo que fazemos?

 

3. Benchmarking do Passado

E aí há o terceiro tipo de benchmarking no qual praticamente ninguém pensa. Fizemos coisas extraordinárias e coisas péssimas na humanidade, então, se nós estudarmos o que fizemos de coisas muito boas e coisas muito ruins, teremos o benchmarking do passado. Eu observo e digo: "Como é que conseguimos gerar duas guerras mundiais em um só século, o século XX?". Aí eu quero entender o que está acontecendo, especialmente se há muita violência dentro da sociedade hoje – acho que estamos enfrentando isso em muitos setores da nossa sociedade e em muitos lugares. Eu quero estudar o conflito, quero estudar a violência, quero ver o que podemos aprender de coisas que aconteceram no passado. Isso é um benchmarking que considera o tempo, a nossa própria experiência no passado. Terceiro nível de benchmarking, terceira área de benchmarking. E não pensamos muito nisso. São pouquíssimas as organizações que estão a fim de ver na história de organizações e países, lições para evitar que esses problemas aconteçam novamente. Ou até, olhando o passado, ver a semente de ideias extraordinárias que já foram implementadas e fizeram, por exemplo, o homem chegar à lua com a tecnologia disponível na década de 60. Imaginem isso! Há coisas muito boas que realizamos no passado e coisas muito ruins. Esse é o benchmarking que podemos desenvolver a partir da observação cuidadosa do que já vivemos.

 

4. Benchmarking do Futuro

E aí temos a quarta forma de benchmarking que é aprender do futuro – que parece ser outra coisa que não fazemos. Falamos muito sobre a ideia de que a velocidade da mudança está aumentando muito. Fazíamos essa pergunta em nossos eventos: "Nos próximos 10 anos nós vamos ter o equivalente a quantos anos de mudança para trás?". O que mais vinha era algo como 50, 60 anos. Agora, se fizermos a mesma pergunta hoje, no século 21, eu acho que muitos dirão: "Nos próximos 10 anos teremos o equivalente às mudanças que nós já presenciamos, pelo menos de uns 200 anos". Se isso vai acontecer é impossível hoje, no tempo em que vivemos, conseguirmos imaginar como é que vai ser o mundo daqui a 10 anos. Impossível. Falamos muito sobre isso. Por outro lado, não estamos nos preparando para isso. Como é que podemos buscar um benchmarking no futuro? Aí eu brinco um pouco e digo: "Vocês têm assistido a filmes de ficção científica?". As pessoas imaginam coisas impressionantes. Vocês já ouviram Einstein dizer que "a imaginação é mais importante do que o conhecimento"? Por quê? Porque o conhecimento é limitado a cada momento da nossa história. Imaginação não tem limites. Podemos soltar a nossa imaginação e imaginarmos o que quisermos. Na verdade, esse é o processo de criação. É como o ser humano cria a partir de sua imaginação. Mas será que estamos fazendo alguma coisa? Nossos programas de desenvolvimento estão investindo no desenvolvimento da imaginação das pessoas? Até que ponto podemos trazer artistas para dentro da nossa organização, para fazer com que essa imaginação comece a se desenvolver ou comece a se soltar?

É impressionante como as pessoas têm a sua imaginação limitada. E o senso de ridículo mata a inovação. Imagine quantas pessoas há por aí com medo até de dizer coisas diferentes porque vão receber bullying dos próprios colegas? Então, onde encontramos a imaginação? Nas artes. Talvez existam pessoas que estejam, a partir de muitas obras literárias ou do cinema, projetando um futuro muito interessante e diferente. Quantos de nós estamos trazendo para dentro da organização esses filmes de ficção científica para conversar, para trazer mais ideias para dentro das nossas próprias organizações e fazer com que tenhamos a capacidade de promover inovações, de criar inovações radicais para as equações impossíveis que temos à nossa frente? Agora, ficção científica é uma coisa, mas podemos também prospectar continuamente centros de pesquisas pelo mundo todo que estão criando o futuro. Eu vi a emergência de fibras óticas de um diâmetro impressionante quando fui visitar os Laboratórios Bell na década de 80. Foi impressionante. Lá eu vi muita coisa que surgiu depois, décadas depois. Então, o futuro está sendo criado em algum lugar hoje e a pergunta é "onde?". Mais uma vez, estamos a fim de nos mobilizarmos, visitarmos esses centros para conseguir trazer sementes de excelentes ideias para resolução das nossas próprias equações impossíveis? Dá trabalho, mas se nós não estivermos fazendo isso, vamos perder o futuro. Ou seja, é capaz da gente não chegar lá.

 

5. Benchmarking Pessoal

Finalmente, a quinta forma de benchmarking – que eu posso garantir que quase ninguém pensa, embora esteja tão próxima de nós – é um benchmarking pessoal. Todos nós já fizemos coisas extraordinárias para outras pessoas e também fizemos coisas que até nos envergonhamos. Então, precisamos revisitar esses momentos e dizer: "Nesses momentos em que eu fiz coisas extraordinárias, quais eram as condições que me levaram a isso? O que acontece se eu conseguir reproduzir, trazer de volta essas condições para que eu, hoje, no meu trabalho, na minha vida pessoal, consiga ter essas ideias extraordinárias de novo? E também, a mesma coisa em relação aos erros.

Estamos em um Brasil em que vemos pessoas muito próximas de nós escorregando, fazendo coisas que depois irão para a Justiça. Todos nós erramos? Erramos. Mas talvez esses erros sejam um benchmarking interessantíssimo para a nossa própria evolução. É aí que existe um enorme potencial de nós mesmos evoluirmos olhando o melhor em nós e, eventualmente, até o pior em nós, para que consigamos evoluir. Então, benchmarking pessoal, eu colocaria como algo em primeiro lugar neste momento em que nós estamos vivendo. Isso talvez nos leve a descobrir quem efetivamente somos, talvez muitos de nós ainda não tenhamos consciência do enorme potencial de criatividade que temos. Precisamos liberar esse potencial.

E assim, através de vários benchmarkings que podemos ter ideias que nos alimentem para a resolução das equações impossíveis. Nesse processo, a nossa criatividade parece que se libera, se solta e, de repente, podemos virar benchmarks mundiais, criando algo que é inédito. O inédito. A pergunta é: "Como é que chegamos nesse nível de criatividade em que não precisamos de benchmarking e nos tornamos benchmarks?”.

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