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Cultura De Integração

Neste podcast, Oscar Motomura reflete sobre a importância de se estabelecer uma cultura de integração nas organizações levando em conta todas as diferentes áreas e especializações dos colaboradores.

Temos sempre que honrar o fato de que as grandes organizações são compostas de pessoas muito diferentes e é exatamente essa diversidade que assegura que todos os pontos mais importantes sejam muito bem cobertos para que consigamos, no sistêmico, ser extremamente produtivo. Isso também significa ter uma habilidade como integrador para lidar com culturas diferentes, pessoas com modelos mentais totalmente diferentes, o que significa que nós precisamos ser poliglotas, por exemplo.

Em uma organização, falam-se muitas línguas, fala-se o financês. Se a olharmos todas as siglas de alguém especializado em Finanças não entenderemos metade do que eles falam. Tem o tecnologuês, tem o marketês, tem até o humanês (o pessoal dos Recursos Humanos falam também um monte de siglas que pessoas de outras áreas não entendem). Se nós somos líderes, nós temos que assegurar que não só nós sejamos poliglotas, mas todas as pessoas da equipe também. Então, até que ponto a pessoa de Recursos Humanos tem que aprender o financês para poder dialogar com o pessoal de Finanças, marketês etc.?

Temos um grande desafio hoje, com a tendência da especialização e a formação de mundos separados. Reintegrar todos esses mundos é o grande desafio que nós todos temos à frente, nós todos líderes. Começa com a linguagem, mas falar a língua é um pedaço só. Nós temos que entender a estrutura mental que está atrás do especialista, o que significa que nós todos da organização vamos ter que ter uma formação mais redonda: a pessoa de RH que entenda de Marketing, entenda de Comércio, entenda de Vendas, entenda de Finanças etc. Tudo trocado. É um grande desafio.

Mais uma vez, ele tem que ser colocado como desafio para cada uma das pessoas que participam da nossa equipe e para o desenvolvimento, eles tem que ser estimulados, desafiados a ficar poliglotas e é nesse sentido que nós conseguiremos integrar pessoas que são tão diferentes e que nós temos nas organizações. Se não fizermos isso, as pessoas tenderão a ficar em seus nichos, fragmentação total, e cadê o team work que todo mundo quer? Paradoxo.

Porém, sair desse mundo do fragmentado, do especializado para o integrado, exige uma mudança cultural. Se nós todos fomos educados, aculturados, condicionados a maximizar o resultado da nossa própria área, inclusive para ganhar maiores bônus – veja como nós todos estamos absolutamente condicionados a isso –vamos ter que descondicionar, mas também temos que ter ajuda dos sistemas ao redor, que começarão a premiar, por exemplo, o trabalho em equipe. Então, se não fizermos isso, nós temos um enorme paradoxo: os sistemas nos forçam a um comportamento individualizado, fragmentado, para a busca de maiores ganhos, e daqui a pouco nós estaremos totalmente desvinculados do objetivo maior da organização como um todo. Ninguém trabalha para a organização como um todo? Mais uma vez um paradoxo.

Nós podemos, no discurso, querer o team work, querer o trabalho em equipe, um grande mutirão, mas fica no discurso porque o sistema está nos forçando a ficarmos individualistas. Nesse sentido, quando nós, em qualquer posto de liderança em que estejamos, notarmos esse paradoxo, não podemos só fazer o joguinho, nós temos que assegurar a coerência. Mesmo que pareça algo contrário ao nosso próprio interesse, por exemplo: eu estou ganhando muito dinheiro, muitos bônus por causa desse individualismo, mas eu noto que o todo está sendo prejudicado, então, preciso estar à frente e buscar esse trabalho integrado, mesmo que as mudanças das regras me façam ganhar menos. Se não houver esta disposição, todo mundo vai ficar esperando que alguém resolva o tal do paradoxo. Liderança é tomar a iniciativa na direção dos resultados do todo.

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