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Evolução 360 graus

Neste podcast, Oscar Motomura enfatiza a importância de sermos um cidadão com uma visão 360 graus.

Nós temos trabalhado muito um conceito de Evolução 360 Graus, em todos os sentidos. Se um profissional só conhece Finanças e fica só em Finanças, obsessivamente, provavelmente ele não é um bom diretor financeiro. Se pensarmos no diretor financeiro que precisa conhecer muito bem todas as áreas da organização, começamos a entender que ele só será um diretor financeiro muito bom se ele compreender todas as áreas da organização. Do mesmo modo, um juiz que só conhece leis talvez seja um mau juiz porque não tem uma visão da vida 360 graus – deveria ter conhecimentos gerais muito mais amplos para ter essa visão de vida mais ampla para poder julgar de forma apropriada os casos que vem à sua mesa.

Ampliar por aí essa busca de conhecimentos gerais, essa busca de uma cultura mais ampla, parece que não está mesmo na pauta das pessoas. Temos que entender muito desse todo da vida para que possamos ser eficazes nos trabalhos ou nas atividades que temos como cidadão, como membro da sociedade ou como profissional. Eu diria que, quando estamos pensando em evolução pessoal é como se precisássemos também arredondar a nossa formação buscando conhecimentos em praticamente todas as várias. É isso que nos fará entender a vida no seu sentido mais amplo e, nesse sentido, nós também estaremos evoluindo como um ser humano completo. Talvez isso seja uma prioridade.

Eu vejo pessoas brilhantes em suas profissões, por exemplo, que detestam política, pessoas que dizem com grande clareza “sobre política, religião e futebol, não quero nem conversar”. Ele vai ter uma visão muito limitada de mundo. Nós precisamos entender de política.

Uma das coisas que nós mais precisamos hoje no país é uma invenção da política, de como a gente faz política, como os cidadãos participam do destino da nação em uma democracia. Precisamos entender como é que a democracia tem funcionado, como é que democracia no Brasil não tem funcionado, onde estão os pontos de melhoria mais radicais que nós precisamos promover, em que precisamos trabalhar, participar para fazer esse aperfeiçoamento acontecer e para isso tem que entender como é o sistema representativo de um país. Então, nós temos que fazer um desenho de uma democracia tipo século XXI. Tenho dito que, em momento algum da História, nós tivemos a tecnologia disponível que temos hoje no século XXI, que viabiliza pela primeira vez o conceito de democracia direta. Antes não dava, agora dá. Antes não dava, por isso criamos o sistema de democracia representativa. Agora nós temos que pensar em outro desenho, século XXI, e até pegar todos os defeitos que o sistema representativo traz e tentar neutralizar nesse novo desenho que nós podemos efetivamente criar. Para isso, eu tenho que ser politizado e fico muitas vezes agradavelmente surpreso que há pessoas muito modestas, em cargos muito modestos, até analfabetos, que são altamente politizados, conseguem entender o que está acontecendo e querem participar, querem participar do diálogo e querem fazer diferença na evolução da própria sociedade.

Isso significa evolução pessoal, independentemente da profissão, a pessoa está evoluindo de um jeito bastante significativo. Essa dimensão de ser um cidadão cada vez mais envolvido, participante e que faz diferença. A mesma coisa em relação à religião. Tem pessoas que não querem chegar perto da religião, mas é na área de religião que acontecem os diálogos mais relevantes sobre a vida. É lá que falamos de valores, falamos sobre o valor da vida, falamos sobre uma série de coisas vitais que dão significado a tudo o que nós vivemos no nosso dia a dia. Muitas vezes, quando estamos falando de valores ou estamos falando até de projetos de segurança, ou seja, de proteger a vida de todas as pessoas que estão na organização, proteger a vida de todos os seres vivos no meio ambiente, a profundidade com que se pode discutir essas questões mais vitais não está na empresa. A pessoa não vai conversar com chefe. Conversa com o padre, conversa com o rabino, conversa com o pastor. Nós temos que transcender essas coisas que parecem que não funcionam, como em qualquer organização. Nas organizações religiosas também há uma série de disfunções, porém, é o fórum onde discutimos valores, discutimos a vida e discutimos a própria espiritualidade – coisas essenciais para a nossa evolução pessoal. Vamos ter que investir um bocado nisso se quisermos uma evolução pessoal bastante redonda. Eu deixarei aqui marcado essa expressão: Evolução 360 Graus.

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