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Evolução futura da nossa sociedade

Até que ponto o mundo está evoluindo de verdade? Neste podcast, Oscar Motomura comenta sobre a importância da atuação dos líderes em um movimento de grande escala.

Existe essa ideia de que será que o mundo está evoluindo realmente? Temos tantos problemas (inclusive falando da questão das mudanças climáticas, existe um certo alarmismo em relação à urgência com que esse problema precisa ser resolvido) e, por outro lado, existe essa sensação de que a humanidade vem evoluindo nesses milhares de anos.

É interessante que, do ponto de vista da forma de pensar, nós estamos evoluindo. Isso é inegável, mas o grande problema é que essa forma de pensar evoluída não alcança a todos de forma uniforme no mundo. É interessante notar que há várias formas de pensar que hoje convivem, ao mesmo tempo, na humanidade. Há pessoas que talvez estejam com o mesmo modo de pensar de milhares de anos atrás e estão ainda no modo de sobrevivência e não de evolução, de servir o semelhante, que é um pensamento mais recente, das últimas décadas.

A assimetria com que a evolução acontece é que talvez seja o pai e a mãe de muitos problemas que enfrentamos porque, em meio a uma solução que está acontecendo, eclodem guerras causadas por pensamentos e formas de pensar de milhares de anos atrás, em que só através da força é que se consegue atingir os objetivos, uma forma de pensar em que não tem problema nenhum invadir o país do outro, faz parte quase de um processo em que os mais aptos sobrevivem. Se nós olharmos essa assimetria com que o mundo evolui, isso significa que os referenciais para a evolução já estão aí, até os referenciais para a evolução futura já estão à nossa disposição. O “x” é assegurar que essas formas de pensar entrem, penetrem mais profundamente no nosso sistema de educação e comunicação, e coloco comunicação porque cada vez mais nós estamos vendo que os processos de comunicação e a tecnologia, na medida em que evoluem e com a rapidez com que estão evoluindo, eles se tornam automaticamente um excepcional veículo de educação, consciente ou não. Isso significa que, por exemplo, os filmes, os jogos de entretenimento e a propaganda estão educando. Até mais significativamente, mais fortemente que o próprio sistema educacional. Então, se nós quisermos que a forma de pensar mais evoluída alcance a todos, a população inteira – o que é um objetivo bastante ambicioso –, é fundamental que todo o sistema educacional e de comunicação passe a se alinhar a isso, propiciando uma evolução em grande escala no mundo como um todo.

Infelizmente, o que vemos é que o próprio sistema educacional e o próprio processo de comunicação não têm o nível de consciência que nós podemos ter. Então, nós caímos na armadilha de, como o sistema de educação está obsoleto e falho, acabar solidificando formas de pensar que já estão superadas, o que é um grande paradoxo. Temos um trabalho imenso para educar e educamos em um modo de pensar que já está superado, ou seja, educamos para o passado. O processo de comunicação não consciente, de massa, usa a tecnologia de ponta (onde nós estamos evoluindo muito fortemente) com baixo nível de consciência, gerando, mais uma vez, um reforço de pensamentos também superados, de uma forma massiva, através da internet, através da televisão. Cabe aos líderes enxergar esses paradoxos e fazer alguma coisa para que eles sejam eliminados do nosso modo de vida.

Eu diria que estamos evoluindo sim, em um ritmo bastante bom, mas essa solução é distribuída assimetricamente pelas várias camadas da população e no mundo como um todo. Parece que nós chegamos em um ponto em que a tecnologia à disposição mostra com grande clareza que é possível atingir as grandes massas, bilhões de pessoas, para fazer com que essa revolução seja mais simétrica. Cabe a nós líderes assegurar que esse avanço na tecnologia, como nunca aconteceu antes na humanidade, seja conscientemente utilizado para viabilizar essa visão de mundo ideal com o qual todos nós sonhamos – é a própria visão da Carta da Terra, que é a expressão dos povos da Terra.

Nós sabemos onde queremos chegar. Gostaríamos de chegar nesse ponto, então, se isso está tão claro, por que é tão difícil? Mais uma vez, é a forma de pensar obsoleta e superada que nos prende a um contexto inadequado, que leva a um certo tipo de conformismo, que nos impede de agir mais fortemente na direção da construção desse mundo ideal que nós já sabemos qual é. Então, no fundo, mais uma vez depende principalmente de todos nós líderes, conscientes do quadro em que vivemos hoje, através do nosso dia a dia, contribuir para que essa consciência atinja mais fortemente a maior parte da população mundial. Essa é a nossa grande esperança.

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