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Inovação

Neste podcast, Oscar Motomura dá dicas de como driblar as barreiras da mente e usar a imaginação a nosso favor.

Sempre que me perguntam sobre inovação, atitude, comportamento humano e tal, a primeira coisa que me vem à mente são as travas. As pessoas trazem travas e nem têm muita consciência disso. Por exemplo, algumas pessoas dizem “eu não sou muito criativo”, “eu não sou bom com números” ou “eu não sou bom com nomes” e assim por diante. Parece que uma das coisas que caracterizam as pessoas que são muito criativas, inovam, têm ideias muito diferentes, são pessoas que aparentemente não tem travas, se soltam, é quase um “seja o que Deus quiser”, e são capazes de expressar as suas opiniões, as suas ideias e até imaginar coisas muito diferentes de uma forma muito solta. É nesse sentido que a pergunta mais importante que temos que nos fazer quando falamos de inovação e comportamento, inovação e atitude, inovação e capacidade de fazer as coisas acontecerem, está ligada a essas premissas que nós temos de nós mesmos.

Tenho visto pessoas que estão continuamente se classificando, “o meu jeito é assim e assado”, “o meu jeito é nessa direção”, “o meu jeito em relação à inovação é assim”, “eu sou mais operacional, sempre fui mais operacional” etc. Eu acho que essas coisas é que vamos ter que rever, todos nós temos que rever. Eu gosto da ideia de nos vermos como inclassificáveis. Muitas dessas classificações que fazemos de nós vêm de longe, talvez dos nossos pais que disseram “você não é bom nisso”, “você é mais para isso, mais para aquilo” e, de repente, temos uma opinião sobre nós mesmos, uma opinião reducionista. Talvez a coisa que mais possa ajudar é parar de se classificar, parar de se categorizar, parar de estabelecer limites, parar de colocar travas sobre travas. É aí que, de repente, nós nos soltamos e passamos a atuar dentro daquilo que está acontecendo naquele momento (os desafios que aparecem, as incertezas, todos esses movimentos que estão acontecendo de mudança). Então vamos, mergulhamos, entramos sem medos e também achando que toda a ideia que vem, vem inacabada, é o início de um processo, e se nós mergulhamos sem essas travas todas e navegamos, surfamos no processo humano (inclusive nos relacionarmos com as pessoas ao nosso redor, para criar em grupo, co-criar, criar junto), e se todas as pessoas do grupo estão sem travas, é impressionante a dinâmica que podemos criar e as inovações que podemos criar.

A outra coisa que parece fundamental quando falamos de comportamento e inovação é soltar a imaginação. Nesse sentido, eu lembro sempre da frase famosa de Einstein: “a imaginação é mais importante que o conhecimento porque o conhecimento é limitado”. A humanidade chegou em um ponto em que o conhecimento está aqui, não sabemos quanto iremos avançar ainda, mas de qualquer modo o conhecimento que nós temos hoje é o conhecimento até agora e, portanto, está limitado. A imaginação não tem limites. Podemos imaginar o que nós quisermos e o processo de criação começa aí, com a imaginação, com uma imagem.

Vocês já ouviram falar de imaginação criativa? Você visualiza o que você quer criar, a inovação que você quer criar, a inovação em funcionamento e começa a caminhar na direção da manifestação, da concretização disso. Mais uma vez, é a nossa imaginação que cria essa imagem e aí começa o processo de criação. Parece que quando ousamos imaginar coisas muito diferentes, como na ficção científica, imaginamos coisas malucas e daqui a pouco essas coisas malucas estão virando realidade. A ficção científica nos ajuda muito nesse sentido.

Temos problemas, temos desafios contínuos ao nosso redor e parece que todo dia tem coisa nova, tem um desafio novo. É nesse sentido que precisamos estar superalertas, estar vivendo no aqui e agora, sem medos, sem ficar lamentando coisas de ontem e sem estar muito preocupado com as coisas que virão (nem sei ainda por que se preocupar tanto com o que virá), mas pegar o que existe hoje e mergulhar, olhar o que tem e, junto com todo mundo, começar a pensar em soluções – mesmo que essas coisas que apareçam pareçam coisas impossíveis de resolver. Falamos muito em nossos programas das equações impossíveis. Mais uma vez, retirar a trava do impossível e dizer “ainda não é possível”.

Vamos sentar, colocar a equação na mesa com todas as dificuldades inerentes. Quando eu falo de dificuldades inerentes é “como crescer sem dinheiro?”. Essa é uma equação simples cuja barreira está dentro da equação. Muitas pessoas tentam resolver a primeira parte (“como crescer?”) e depois dizem que não deu para executar por causa das barreiras ABC. Resolveu a equação errada. A equação certa é “como crescer sem condições, sem dinheiro?”. É aí que a criatividade vem e criamos coisas muito diferentes e inovadoras que resolvem aquela equação impossível e, de repente, o impossível já não é impossível, se tornou viável, se tornou algo possível. É assim que inovamos, é assim que criamos organizações excepcionais e países excepcionais.

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