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Mudança de hábitos

Como mudar nossos hábitos?

Há hábitos que atrapalham nosso processo do fazer acontecer e que precisam ser transformados. Oscar Motomura apresenta neste podcast como modificar alguns desses padrões que moldam nossas vidas.

Existem hábitos de todos os tipos, existem hábitos que nós pessoalmente fomos desenvolvendo ou até hábitos gerenciais que são barreiras ao fazer acontecer. Por exemplo, o hábito de procrastinar, sempre deixar para depois pode ser uma enorme barreira ao fazer acontecer. Outro hábito é conversar demais, falar demais, diagnosticar demais, analisar demais e nesse sentido, esse hábito também é uma barreira ao fazer acontecer. Conheço hábitos coletivos, ou seja, a cultura que predomina tem essas coisas embutidas nela. São grupos inteiros que, por excesso de conversa, têm a sua capacidade de fazer acontecer, de ir para a ação, comprometida. Então como é que quebramos esses hábitos?

Essa ideia de como é que as várias culturas lidam com os hábitos é algo fascinante. Eu conheci um pesquisador de Stanford que fez uma pesquisa bastante extensa em relação a como as várias civilizações, as várias culturas lidam com essa questão de quebrar hábitos negativos para que as coisas sejam superadas. E aí, eu achei muito interessante que existem pelo menos três formas de lidar com hábitos, coisas que ajudam a quebrar hábitos, que prevalecem em quase todas as culturas, são validadas em todas as culturas do mundo. A primeira é mudar o contexto. Se hábitos são barreiras ao fazer acontecer, é fundamental mudarmos o contexto. Podemos mudar o contexto de várias formas, por exemplo, eu posso mudar o layout da sala, posso quebrar paredes de tal forma que as pessoas passem a trabalhar em conjunto e não em salas ou cubículos isolados. Se eu não tenho condições de fazer isso, eu posso mudar o contexto da minha mesa, que objetos eu tenho lá? Qual é a tela que eu tenho no meu computador quando abro? Posso introduzir alguma coisa diferente que seja motivador para a minha mudança e para a quebra de determinado hábito? Posso criar um screensaver? Essas são medidas que me lembram o tempo todo dos objetivos que eu tenho em relação a determinado hábito.

Então, nessa questão de mudança de contexto, podemos ser extremamente imaginativos e, nesse sentido, fazer com que esses hábitos sejam quebrados. E não há limites em relação a isso. Quem sabe se eu resolver circular na empresa muito mais. Se eu fico dez horas por dia na minha sala, no momento em que eu começo a ficar uma hora na minha sala e no outro tempo eu estou circulando, conversando com as pessoas, indo às fábricas etc., etc., de repente, eu estou mudando o contexto. Não é o contexto do meu trabalho que muda, mas é a minha saída desse contexto que faz com que velhos hábitos sejam questionados. Eu posso temporariamente trabalhar em outro lugar, posso trocar de posto com alguém, aqui a ideia é soltar a imaginação e o principal ponto é mudar o contexto, se não mudar o contexto, estamos presos aos velhos hábitos.

A segunda coisa que parece funcionar em qualquer cultura é o scorecard, a nota. Quer mudar um determinado hábito? Então, faça anotações de como está avançando, ou não, na direção da mudança de hábito proposta. Não confie na memória porque parece que a memória sempre tem os seus truques e quer fazer com que os hábitos sejam mantidos, então, existe uma certa conveniência na memória. Nesse sentido, é interessante investir, anotar ou pedir para alguém anotar tudo em relação ao hábito que eu quero quebrar. A análise desse scorecard ou os dados do scorecard podem favorecer o processo de mudança de hábito com muita força.

E a terceira coisa que parece que funciona na quebra de hábitos é a ideia de fazer junto. Fazer sozinho é uma coisa, fazer junto é diferente. Existe um processo mútuo de motivação; existe, muitas vezes, um descasamento dos momentos de desmotivação e sempre quando um está desmotivado o outro pode estar animado. Se eu tenho um grupo um pouco maior, de duas ou três pessoas, sempre tem alguém mais animado que fica estimulando os outros. É claro que os papeis mudam continuamente, mas parece que fazer parte de um grupo tem uma força extraordinária.

Só para finalizar, eu posso terminar com uma historinha. Há um grupo de amigos – essa é uma história real – que corre praticamente todos os dias, seis dias por semana, há mais de 25 anos. São mais ou menos umas 20 pessoas, sempre guiadas por um training, um treinador, que já está passando de 80 anos e cuida desse grupo há quase 20 anos, mas a força está em quem? No grupo. Então, para aquela pessoa que está preguiçosa, não quer acordar naquele dia, o grupo fica lá na campainha, estimulando para que a pessoa venha. A regra é ficar na campainha até a pessoa sair. Esse tipo de esforço parece que assegura a quebra de hábito. Fazer junto tem uma força extraordinária no processo de quebra de hábitos.

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