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Papel do Líder

Neste podcast, Oscar Motomura fala sobre o papel do líder atual e os princípios que poderiam nortear suas decisões.

Todo mundo tem o potencial de ser líder. Conversamos um pouco sobre quais são as condições que fazem uma pessoa líder, por exemplo, uma pessoa que disciplinadamente esteja focando a sua energia sobre o objetivo maior de tudo o que se passa, tenderá a ser líder pela qualidade da sua atenção, que leva a ações coerentes nesse sentido. As pessoas que não estão habituadas a isso se perdem rapidamente em aspectos periféricos, por exemplo, se falamos de – vou pegar a medicina – se falamos de dor de cabeça, ela é um sintoma periférico, agora, descobrir a causa da causa dos sintomas é chegar à essência da coisa. Ele está atento a isso. O tempo todo ele está atuando e ajudando o grupo a atuar naquilo que é mais essencial para os objetivos maiores.

Talvez um dos papéis mais importantes do líder seja a educação. Se ele dedicar 10 horas por dia só para reeducar ou mudar a cultura da sociedade (tiver uma bandeira nesse sentido), ele terá feito um trabalho fantástico. Talvez um dos papéis mais importantes do líder é a integração, por exemplo, de uma sociedade fragmentada em que cada um está indo para um canto. Então, se ele conseguir integrar esses fragmentos, ou seja, fazer com que eles busquem um objetivo comum, um propósito maior, ele terá feito um trabalho excepcional.

Existem algumas poucas coisas que são a essência da gestão. Uma é o propósito – para quê fazemos tudo isso? Esse despertar vai ser importante. Se ele está buscando só o crescimento econômico, é pouco. Se ele não entrar simplesmente no jogo econômico pelo jogo econômico, no piloto-automático, ele provavelmente vai estar mais consciente de um propósito muito mais nobre e de maior qualidade. Em algumas organizações, nós temos recomendado que não adianta falar de qualidade de serviço, nós temos que falar de polidez, educação básica, porque não é com treinamento que você vai melhorar a qualidade do serviço de uma organização de serviços.

Nós temos que nos preparar para sermos extremamente elegantes no nosso diálogo, no nosso relacionamento. Isso significa conhecer um pouco as questões culturais, os protocolos das várias culturas, mas também não abrir mão de ser robusto (extremamente robusto) nos momentos necessários. Eu acho que existe uma confusão nesse sentido. Na busca de ser educado, não querer dizer as coisas como são. E eu acho que isso é uma coisa que o líder faz. Um líder às vezes tem que entrar forte, robustamente, e ainda ser polido. Esse é o balanço, o equilíbrio, porque uma das coisas mais importantes do líder é a sua integridade e a sua coerência naquilo que faz. Nesse sentido, às vezes você fica isolado em uma posição e a busca de apoio precisa ser muito bem feita porque você pode ter uma estratégia, uma direção, ter propósitos extremamente nobres, mas as suas companhias podem te atrapalhar.

Nós temos uma cultura empresarial muito boa no Brasil, o “x” é a consciência das pessoas. Esse é o lado que trabalhamos muito porque uma coisa é você ser muito competente, a outra coisa é você colocar essa competência a serviço de algo. Se eu não tomar cuidado, vou virar um mercenário. Um mercenário não está muito interessado na causa, ele só está interessado no que ele vai receber. Eu converso com jovens e digo: “se vocês não tomarem cuidado em relação ao emprego que vocês vão buscar, se vocês não selecionarem bem as empresas para as quais vocês vão trabalhar, vocês podem se tornar mercenários modernos”.

Mercenário moderno é assim. Tenho talento, viajo. Tenho talento e coloco o meu talento à disposição de quem pagar mais. Se esse for o único critério, você é um mercenário. Agora, no momento em que eu quero colocar o meu talento a serviço de um propósito maior do que eu próprio, do que a minha turma - eu até cunhei no programa um termo que as pessoas rapidamente captam: “egoísmo coletivo”. Parece um termo paradoxal: minha família é o que importa, o resto que se dane; minha organização é o que importa, o resto que se dane; meu país é o que importa, o resto que se dane. Isso leva ao estado do mundo que temos hoje. O país pode estar indo muito bem e o todo estar indo muito mal. É um paradoxo. Esse tipo de reflexão, esse tipo de raciocínio, trazido a pessoas inteligentes, capta.

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