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Reinvenção

Neste podcast, Oscar Motomura apresenta uma série de metáforas estimulando a criação de diferentes soluções e formas de enfrentar desafios com enorme eficácia e sustentabilidade.

Em um certo sentido, nós somos educados para fazer com que a nossa empresa tenha sucesso. É uma questão de modelo mental, falando de cultura, nós somos educados para fazer o máximo pela nossa empresa, até consideramos os stakeholders, todos os grupos de interesse, colocamos até a sociedade dentro desse grupo de stakeholders, mas muitas vezes, em uma filosofia equivocada, colocamos o acionista em primeiro lugar, longe dos outros stakeholders. Toda vez que a gente ouve falar do Balanced Scorecard, na verdade o Kaplan tentou equilibrar esse negócio dizendo que uma organização de sucesso precisa equilibrar essa tensão a todos os stakeholders, inclusive a sociedade, porque faz sentido. Infelizmente, agora nós estamos escravizados pelos índices, pelos indicadores, então, o Balanced Scorecard virou Scorecard.

A parte mais importante da teoria do Kaplan, que era o Balanced (o equilíbrio, um conjunto equilibrado de medidas que faz com que a organização evolua da melhor forma), se perdeu. Esse conceito se perdeu. Nós temos que retornar e ter uma filosofia de gestão que talvez faça com que coloquemos os acionistas em último lugar. Existem algumas organizações altamente conscientes que fazem isso: em primeiro lugar, são as pessoas a quem a organização serve, os clientes finais (está ligado a serviços e produtos que ela oferece); depois, todos os outros stakeholders; e em último, os acionistas. Isso significa que, se a organização não trata bem todos os stakeholders anteriores, os acionistas não merecem o lucro que geram porque ele não é de grande qualidade. Isso é filosofia de gestão, isso é o que dá equilíbrio nas organizações.

É uma questão de ponto de vista. Nós fomos educados para maximizar os resultados e daqui a pouco nós estaremos ignorando todo esse contexto dentro do qual nós vivemos. Toda organização tem um propósito, toda organização é uma organização de serviço e deveria estar a serviço da evolução da sociedade como um todo. No mínimo, eu diria que é inteligente porque não dá para a gente ser número 1, estar no ranking, ter um lucro extraordinário dentro de um contexto que está desabando. Mais do que nunca, no momento que nós estamos vivendo, nós estamos começando a fazer com que os próprios empresários passem, acordem em um certo sentido.

No passado, vimos muitos embates, sabe de quem? Dos idealistas, dos utópicos e das pessoas pragmáticas que buscam o lucro talvez até a qualquer custo e ainda fazem bullying em relação aos idealistas, quase chamando-os de trouxas. Isso está ficando evidente agora e no longo prazo. Estamos vendo para onde as coisas estão indo. Eu sempre lembro de uma lei universal que diz: “o que a gente semeia, a gente colhe”. E não tem jeito. O que a gente semeia, a gente colhe. Se estamos plantando o bem, colheremos o bem. Não ficar preocupado com bullying, não ficar preocupado com as críticas, não ficar preocupado com a inversão de valores e semear o bem, semear o bem, semear o bem para o todo de uma forma solidária, os resultados virão. Agora, se a gente semeia coisas negativas, o lucro a qualquer preço, e faz qualquer coisa para maximizar o lucro, estamos semeando uma série de coisas que um dia voltarão. É o que nós estamos vendo. Então, talvez seja um momento muito interessante para todos nós pararmos para refletir, independentemente de onde, sobre o que é que a gente andou semeando. Esse é o momento de parar, refletir e dizer: “será que eu quero continuar fazendo as coisas dessa forma? Será que eu preciso pensar cada vez mais no todo maior, até para a minha própria organização, ser sustentável e conseguir gerar resultados extraordinários?”. É um momento de reinvenção, inclusive nesse aspecto.

Quando a gente fala de reinvenção, nós não estamos falando simplesmente de reinventar produtos e serviços, estamos falando de reinventar o modo de viver das próprias organizações e ter certeza que este momento é um momento extremamente interessante para essa reflexão, e fazer com que haja uma reinvenção dos valores internos. Isso vai ser fantástico porque isso representa um enorme mutirão de pessoas sintonizadas, empresários sintonizados na busca do bem comum e fazer com que o todo esteja evoluindo o tempo todo. Vai ser bom para todos.

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