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Transparência

Neste podcast, Oscar Motomura apresenta alguns caminhos de como erradicar a corrupção na sociedade: transparência e educação.

Como é que podemos erradicar a corrupção? A primeira ideia que me vem sempre é a da transparência. No momento em que todas as coisas que acontecem em nossas sociedades estiverem transparentemente expostas, a ideia, a probabilidade de qualquer irregularidade diminui exponencialmente. Isso são as condições do nosso entorno, ou seja, assegurar que nada consiga ser feito de forma escondida. Conheço várias gestões na área privada e na área pública que têm conseguindo evoluir significativamente a partir de uma transparência maior. Transparência inclusive nas contas, transparência de como as decisões foram tomadas. Tudo isso pode ajudar para que essas irregularidades e a própria corrupção sejam eliminadas.

Eu gosto sempre de ver trabalhos parecidos com da Transparência Internacional, que simplesmente faz uma pesquisa para detectar onde é mais fácil corromper e elabora um ranking dos países mais éticos, onde a corrupção é menor ou até não tenha corrupção. Esse ranking é publicado em todos os jornais do mundo anualmente. E tenho grande esperança de que, com base nesse tipo de dado, os próprios dirigentes e governantes desses países reflitam sobre esses índices e até, a partir desse estímulo, consigam criar planos para fazer com que esses índices sejam diminuídos cada vez mais.

Outra coisa que está o tempo todo presente nesse processo é a educação. Educação paciente, que não só privilegia o conteúdo e está em todo lugar, mas uma educação que forme o caráter desde a infância, o que faz com que as pessoas simplesmente tenham um modelo mental em que a corrupção e as coisas não éticas não sejam nem parte do que eventualmente as pessoas podem considerar. Acho que a educação pode chegar em um ponto ótimo quando as pessoas sequer queiram conversar sobre a possibilidade de alguma coisa que não seja absolutamente ética e para o bem. Costumo dizer sempre que se em um banco chegar alguém com R$ 500 milhões querendo depositar, mas sem conseguir comprovar a origem, e esse episódio chegar à Diretoria, essa organização está muito mal. No momento em que o gerente, em uma fração de segundo, diz “não” e pega o telefone para chamar a polícia, eu acho que nós estamos com uma organização bem formada, onde os princípios éticos estão incutidos em cada um de seus colaboradores.

Qualquer tipo de flexibilidade que exista na seara da ética é uma brecha em um dique que faz com que o todo venha lentamente a desabar. Todos nós temos grande responsabilidade nisso, em assegurar que a educação caminhe, cada vez mais, na direção da formação do caráter e da integridade das pessoas. Nós que trabalhamos em organizações e nas próprias empresas, não só devemos cuidar para trazer pessoas com essa identidade, esse caráter, essa integridade, mas também ter muitos programas educacionais que estejam fazendo com que todos na organização evoluam em seu nível de consciência e estejam até multiplicando na sociedade essa educação por uma ética melhor na sociedade.

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