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Vocação

Neste podcast, Oscar Motomura reflete sobre vocação e talento único ao longo de nossas vidas.

Quando falamos de vocação, podemos pensar em qual é o talento único que nós trazemos. Essa é uma questão que nós podemos até tentar tratar de forma técnica, fazendo uma série de análises, preenchendo uma série de questionários, fazendo uma série de testes e talvez algumas dicas apareçam. É como se a vida estivesse trazendo vários sinais desde que nós somos crianças. Por exemplo, nós podemos ter uma criança que, desde pequena, adora resolver problemas e há pessoas que detestam problemas. É como se já se manifestasse naquela criança a vocação para trabalhar na solução de problemas complexos. Isso pode ser uma dica de que essa pessoa talvez queira ser um cientista, talvez queira ser um consultor.

Essas coisas se manifestam muito cedo, mas elas não são tão claras e perceptíveis. É como se nós todos adultos já líderes pudéssemos voltar e fazer uma retrospectiva das nossas vidas e, de repente, essas dicas estarão mais visíveis. Uma pessoa que desde que entrou na escola adora resolver problemas vai ver esses sinais aparecendo em outras situações, por exemplo, as leituras que gosta, mesmo sendo de ficção. Certas obras estão vinculadas à resolução problemas, por exemplo, talvez essa mesma criança se interesse por contos policiais. O que é um conto policial? O detetive está atrás para resolver algo que ninguém consegue resolver. A pessoa vai lá e desvenda crime. Então, o interesse por essas obras já é uma demonstração de alguma vocação que a pessoa já está demonstrando desde pequena.

Isso tudo pode ir evoluindo e, muitas vezes, as pessoas desenvolvem hobbies nessa direção ou até começa a escolher profissões que estejam vinculadas a essas vocações. De repente, uma pessoa adora música, vai para uma escola de música e se apaixona por Engenharia de Som, vira um engenheiro de som e vai trabalhar em cinema, televisão etc., sendo que ela nem imaginava que poderia estar atuando nessa área. É o foco em descobrir a vocação que tem, a vocação que traz.

A vida insiste, as oportunidades continuam a vir na direção da nossa vocação e de repente você – sem saber exatamente como –acaba entrando na área de vocação que você tem. Eu diria também que as pessoas só descobrem a sua vocação quando já estão lá depois dos 40, já com uma profissão muito marcante. A pessoa de repente descobre alguma coisa e até dá uma guinada nas próprias atividades profissionais. Então, temos que estar abertos porque, às vezes, estamos nos preparando em uma série de competências para chegar a um ápice em que você entra na vocação, e tudo o que fizemos antes na vida nos ajudará a ter sucesso nessa área de vocação, a área do talento único que nós trazemos.

Mas no fundo de tudo isso, temos que acreditar que nós temos um talento único que precisamos descobrir. Nós entramos e somos extremamente eficazes naquilo que nós fazemos, e também estamos muito felizes por atuar nessa área e encontramos significado nas coisas que fazemos, seja na área profissional seja na pessoal.

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