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A organização e suas dimensões
Como sair da cultura de fragmentação das organizações para uma cultura que acolha todas as dimensões nas quais elas estão inseridas? 

A gente vive em um mundo meio fragmentado, então a empresa é um mundo à parte da igreja, da área pública ou das ONGs ou da vida em sociedade. Essa fragmentação é algo que precisa ser quebrado. Inadvertidamente, quando um jovem vai trabalhar em uma empresa, parece que acaba reduzindo essa consciência para as coisas mais objetivas. Em um certo sentido a gente pode dizer até que a cultura vigente na organização – e os programas de desenvolvimento, inclusive – podem estar todas indo na direção de algo muito físico pois temos que pensar em resultados. 

Nessa tarefa de educar as pessoas e fazer com que elas concentrem grande parte do seu tempo somente nestas dimensões, as outras áreas ficam descuidadas. No entanto,  a gente tem que prestar atenção, inclusive na questão cultural. Muitas organizações acabam ficando excessivamente focadas no técnico operacional e nem levam em consideração, por exemplo, aspectos políticos, estratégicos ou aspectos culturais e humanos. E isso tudo leva a um tipo de reducionismo. Porém, seria extremamente interessante se as organizações mais esclarecidas, que atuam em um nível de consciência mais elevado, honrasse todas essas dimensões. Então a gente vê isso acontecer em algumas organizações. Por exemplo, quando a gente fala de organizações como a Herman Miller, aquela fabricante de móveis produzidos dentro de um design extremamente ecológico, a gente vê definições de propósito do tipo: “Nossos produtos precisam ser um presente para o espírito humano.” Se a gente olha por aí, podemos ver o que é uma organização que naturalmente vai honrar todas as dimensões, inclusive vai ter que dizer que tipo de coisas representam esse presente para o espírito humano dos clientes. Então a empresa não está produzindo para a pessoa biológica e sim, produzindo para a pessoa existencial. Só essa definição de propósito já começa a mudar tudo.

Mas na verdade estamos falando de organizações conscientes para fazer exatamente com que as organizações dentro das quais nós passamos muito tempo, seja um lugar onde nós consigamos desenvolver todas as nossas dimensões e consciência. Como se nós todos devêssemos nos estruturar porque nós temos uma responsabilidade grande com as pessoas que trabalham conosco. E fazer com que essas pessoas todas se desenvolvam ou elevem a sua consciência em todas as dimensões. O contrário seria um desserviço, de eu ser tão “chão” que eu estou reduzindo o nível de consciência. Ou:  “sou tão egoísta na minha organização que eu estou fazendo todo mundo ir lá para baixo no nível de consciência, buscando só maximizar os resultados para a si ou para companhia”. Isso leva obviamente a fazer com que as pessoas também foquem simplesmente nos benefícios para si.

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