O passo a passo para criar “memória do futuro”

Estar muito bem preparado para lidar com múltiplas possibilidades proporciona agilidade e precisão às decisões.

Nessas incertezas todas, a ideia é assim: Como é que a gente vai fazer planejamento? E como alocamos recursos?

Isso é um negócio bravo porque são apostas. A gente vai apostar em quê? Parece jogar no escuro. Mas é dentro desse processo que a gente vai ter que sobreviver, e algumas vão sobreviver melhor do que outras. Por exemplo, quem faz estudos de cenário. Não os antigões da década de 60, mas olhar 2018 e pensar: quais são as coisas que podem acontecer? E de bate-pronto são 20 simulações diferentes do que pode acontecer. E eu vou ter que entrar fundo em cada um desses cenários e pensar em todas essas implicações sistêmicas – não é só quem vai ser eleito, mas o que pode acontecer se fulano for eleito, se acontecer isso, aquilo e tal. Fazer todos esses cenários e ir fundo em cada cenário. Como se cada um desses cenários tivesse possibilidades iguais de acontecer. Sem preconceitos. Se eu não fizer essas simulações, estarei pobre de possibilidades. E tem uma expressão que foi cunhada algum tempo atrás que eu achei muito legal que é “Memória do Futuro”. O que é isso? Eu simulei tantas vezes o que pode acontecer que quando acontece algum fato novo, alguma coisa acontece, eu falo “ops”, eu acho que é o cenário número 5 que está emergindo. Se eu não fiz as simulações anteriores, essas 20, eu não consigo enxergar. Porque aquele é um fato aleatório. Mas se eu fiz, a memória do futuro fala: “Olha, acho que é o cenário 5 que vai emplacar”. E começo a agir muito rapidamente porque é a aposta que eu vou fazer. Não é do nada. Mas baseado em uma evidência concreta que está começando a surgir. Imaginação que leva à inovação. Imaginação, imaginação. Cenários, imaginação. Tenho que imaginar o que pode acontecer e isso ser um tipo de insumo que vem para o processo decisório e molda a memória do futuro.

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